Código de Ética da UIS
para prática da espeleologia em países estrangeiros
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Aceito pela União Internacional de Espeleologia (UIS) na Assembléia Geral do 12° Congresso Internacional de Espeleologia (La Chaux-de-Fonds, Suíça, 1997). Modificado pela Assembléia geral do 13° Congresso Internacional de Espeleologia (Brasília, Brasil, 2001). Futuras traduções ou modificações deste Código serão feitos tomando-se por base o texto em inglês.
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A UIS apoia as atividades internacionais das sociedades espeleológicas, grupos de exploração de cavernas e cientistas do carste, por entender que são importantes:

Para evitar mal entendidos com a população local, governo e organizações espeleológicas locais e nacionais do país onde se desenvolverão expedições para exploração ou pesquisa espeleológica, a Diretoria da UIS chama a tenção para as seguintes recomendações:

1. Antes de sair do país de origem

Freqüentemente é necessário obter permissão oficial de autoridades no país a ser visitado. Além disso, a organização espeleológica nacional do país a ser visitado e/ou o delegado nacional da UIS também deverão ser informados.

Se possível expedições conjuntas com os espeleólogos do país a ser visitado deverão ser organizadas. As organizações espeleológicas nacionais conhecem as exigências oficiais para expedições visitantes e relativas à entrega de relatórios e outras publicações, os regulamentos para coleta de materiais das cavernas pela expedição e sua expedição para outros países, com a finalidade científica.

2. Durante a expedição

Os membros da expedição deverão estar cientes e respeitar as leis do país bem como as tradições locais. Algumas cavernas podem ser locais sagrados de alto significado religioso e/ou cultural, fato que pode restringir explorações e pesquisas nas mesmas.

Os membros da expedição não deverão danificar nem o carste e nem as cavernas. Eles deverão, quando possível, educar e aconselhar as comunidades locais quanto à proteção e à preservação do seu patrimônio espeleológico.

3. Depois da expedição

Amostras das cavernas e do carste eventualmente coletadas pelos membros da expedição deverão ser levadas das cavernas e do país apenas se os procedimentos corretos de coleta e exportação forem seguidos e permitidos.

Cópias de todo o material impresso produzido pela expedição, juntamente com mapas e informações sobre a localização das cavernas, deverão ser enviados para os grupos espeleológicos participantes e para a organização espeleológica nacional, e/ou para o delegado nacional da UIS.

A assistência recebida de organizações do país visitado deverão ser agradecidas em todas as publicações da expedição.

4. O respeito pelo trabalho de outros grupos

Antes de iniciar uma expedição em uma região, o grupo deve pesquisar sobre trabalhos prévios ou em andamento, realizados por espeleólogos locais ou estrangeiros, de maneira a não interferir em projetos desenvolvidos na área.

Nos relatórios da expedição deve-se dar os devidos créditos aos trabalhos prévios realizados na área consultados.

Caso mais de um grupo atue na mesma área, torna-se oportuna a troca de conhecimentos e a promoção de um trabalho coordenado.

5. Adendo ao Código de Ética da UIS (Aceito em Brasília, Brasil, 2001)

a. A UIS solicita a todos os membros do seu Diretório e a todos os Delegados que possuam informações sobre alguma expedição a ser realizada em países estrangeiros, que informem imediatamente o Delegado Nacional do país alvo da expedição.

b. Se um membro do Diretório da UIS descobrir uma violação do Código de Ética por uma expedição estrangeira, contatará o delegado do país de origem da expedição sugerindo que não aceite os resultados oficiais e relatórios da expedição nas publicações oficiais deles, e informando que os mesmos não serão aceitos em qualquer publicação ou evento apoiados pela UIS.

c. Para expedições organizadas por países com espeleologia desenvolvida em países de mais baixo desenvolvimento espeleológico, o grupo da expedição fará o melhor possível para a transferência de conhecimentos e para a promoção das atividade espeleológica local.

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Text version: 29 Nov 2003.
Site: M. Freire